Aprenda os arquétipos dos setores com Philip Kotler


Os arquétipos dos setores são uma classificação desenvolvida por Philip Kotler, com o intuito de explicar as melhores práticas de marketing, com base nas características de consumo da persona.


A persona é o personagem central de todas as estratégias de marketing que conhecemos hoje. Com um mercado tão concorrido, repleto de informações em excesso e um com um consumidor cada dia mais exigente, é necessário focar em maneiras mais inteligentes de divulgação.


O que conhecíamos antes dentro desse universo chamado marketing, não funciona mais. Se você fizer uma propaganda na TV sobre seu produto ou serviço, sem se importar com as características do público, vai jogar dinheiro fora.

Saber com quem você está falando não é apenas uma maneira de convencer o cliente a comprar, mas uma forma de fazer com que ele volte, de estabelecer uma relação com ele.

Mas também não é possível fazer isso, se você não conhecer a persona e não saber nada sobre ela. Os arquétipos de marketing nos ajudam a entender os diferentes perfis, e assim trabalhar melhor o marketing.


Pensando nisso, neste artigo, vamos mostrar quem é Philip Kotler e quais são os 4 arquétipos. Se você tem alguma dúvida, continue a leitura até o final.


Quem é Philip Kotler?


Philip Kotler, também conhecido como guru do marketing, nasceu em Chicago, Estados Unidos, em 1931. Possui dois diplomas em Economia e um pós-doutorado pela Universidade de Harvard em Matemática.


Somando-se a esses diplomas, ele cursou um pós-doutorado em Ciências Comportamentais, pela Universidade de Chicago. A partir disso, ele deu muitas contribuições para o marketing.


Inclusive, hoje em dia, um fabricante de equipamentos para cervejaria, por exemplo, conquista bons resultados, devido a essas contribuições. Assim, antes de Philip, o marketing nem mesmo era considerado um trabalho sério e importante, como hoje em dia.


Foi ele que desenvolveu o raciocínio de que o foco das marcas deve ser na satisfação dos clientes, e nos benefícios que os produtos ou serviços podem levar a essas pessoas.

Kotler também ampliou o conceito de marketing, transformando-o em uma ferramenta de comunicação e troca com os clientes. E ele se tornou necessário para qualquer tipo de organização.


Além disso, o autor desenvolveu novos conceitos, como o Demarketing, que influencia a mudança de comportamento; e o Marketing Social, que são estratégias para diminuir as demandas, quando elas estão muito altas.


Agora que você já sabe quem é Philip Kotler e quais foram suas contribuições, no próximo tópico, vamos falar um pouco sobre os arquétipos de marketing. Continue a leitura.


O que são os arquétipos dos setores?


Durante a jornada de compra, os consumidores de, por exemplo, uma empresa de eventos corporativos, vão de nenhuma consciência até a alta consciência em relação ao serviço oferecido, independentemente de qual seja.


Isso acontece porque tudo o que está ao redor do consumidor influencia sua decisão de compra ou recompra. Toda empresa precisa se atentar à alta frequência de compras, para saber se o que influencia é o preço, gosto, qualidade, dentre outros fatores.


Com base nisso, devemos estudar os 4 arquétipos do marketing, que oferecem um panorama bem definido dos setores. São eles:

  • Maçaneta;

  • Peixinho dourado;

  • Trompete;

  • Funil.

Maçaneta


O padrão maçaneta de porta, tem como principal característica o alto compromisso do consumidor. O setor que se encaixa nesse arquétipo é o de bens de consumo embalados, como produtos de higiene, comestíveis, bebidas, etc.


Aqui, o consumidor tem preferência pelo produto, mas não se apega a nenhuma marca, por isso, não tem curiosidades. Nesse setor, é necessário investir em estratégias mais agressivas, também devido aos preços baixos e à compra recorrente.


O consumidor pode pular de uma marca para outra em várias situações, por exemplo, quando a marca que ele está acostumado a usar não está disponível em determinado estabelecimento.


Peixinho Dourado


O padrão peixinho dourado, por sua vez, são consumidores com alto nível de curiosidade e necessidade de informação. Ele foi impactado por uma ação de marketing, mas ainda tem dúvidas sobre a solução.


Nesse arquétipo se encaixam as empresas B2B, como no caso de um desenvolvedor de software para escritório ou por exemplo, serviços de contabilidade.


Ele precisa educar o seu público-alvo e os consumidores dedicam muito tempo para entender do que se trata a solução. Por isso, costumam interagir com os concorrentes e fazer uma série de pesquisas antes de se decidirem.

Isso leva a uma jornada de compra mais longa e complexa. Além disso, é um setor que tem muita dificuldade para vencer as barreiras, visto que as empresas se veem presas a ofertas commodities.


Assim sendo, a publicidade paga tem pouca ou nenhuma força de persuasão, portanto, o poder de atração é mais baixo.


Mesmo sendo mais comum em negócios B2B, ele também pode ser encontrado em empresas B2C, como no caso de escolas, imobiliárias, agências de turismo, dentre outras.


Trompete


O padrão trompete é comum em categorias de estilo de vida, como os fabricantes de carros de luxo, roupas de grife e relógios sofisticados. Mas ele também se atrela aos fabricantes de celular e computador.


Os consumidores confiam em uma marca x de celular, por isso, essas pessoas estão dispostas a defendê-la, mesmo que não comprem com ela. Assim sendo, estamos falando de um setor com alta capacidade de fidelização.