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Pequenas empresas são GIGANTES no Brasil


Ilustração de foguete branco e vermelho decolando e a frase: - Pesquisa 2023 confirma, pequenas empresas são gigantes no Brasil.


A última década, fechada com uma inesperada pandemia, fez com que vários elementos macroeconômicos transformassem a vida dos empreendedores pelo mundo. No Brasil, isso não foi diferente. Por aqui, achatamento da renda, aumento da inflação e da informalidade, e retração do consumo e do crédito suscitaram ainda mais o surgimento de pequenos empresários no país.


Entre os microempreendedores individuais (MEIs) houve um crescimento considerável, sobretudo em 2021, com um aumento na categoria de 17,6% em relação ao ano anterior. Tanto que, em 2022, 70% das empresas ativas no Brasil foram criadas por MEIs.


Hoje, 72% dos empregos formais são gerados por micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), que também são responsáveis por 33% do PIB nacional. Ao todo, existem 18,5 milhões de pequenos negócios no Brasil e um mar de oportunidades a ser navegado.

Diante desses números tão expressivos, é importante perguntar: qual a realidade dos pequenos negócios no país?


Vimos um crescimento considerável nas buscas por bancos digitais e fintechs nos últimos anos, especialmente no que diz respeito a soluções para pessoas jurídicas, algo já registrado durante a pandemia com pessoas físicas em buscas por cartões e abertura de contas correntes. Nesse contexto, o Google, em uma pesquisa junto à parceira Expertise, mapeou o cenário e as necessidades das MEIs, micro, pequenas e médias empresas de todas as regiões do Brasil, de diferentes ramos — como transporte, alimentação, construção e vestuário —, tempo de atividade e profissionalização. Confira a seguir o que descobrimos.


Raio-X do pequeno negócio

Muita gente associa a ideia de informalidade aos micro e pequenos empresários, quando, na verdade, há importantes diferenças entre eles e os trabalhadores informais, especialmente em relação ao registro e contribuições.




Para a maioria dos entrevistados do estudo, abrir um novo negócio está relacionado a ter mais liberdade. De acordo com o levantamento, muitos deles resolvem voar solo após terem trabalhado na mesma área para outras pessoas.


Há, ainda, outros motivos para começar uma empresa: 21% pensam em complementar a renda, 18% entendem que o próprio negócio é uma saída para o desemprego e 14% foram convidados por sócios a empreender.

E como essa é a primeira experiência com o empreendedorismo para 63% dos entrevistados, a responsabilidade financeira é grande.


Quando perguntados sobre o papel da empresa em sua renda mensal, 71% responderam que toda a renda vem do negócio; 21% dizem que vem desse e de outros empreendimentos; e 8% responderam também trabalhar em outros lugares.

Nesse caminho, aparecem também zonas de desconforto. A pesquisa mostra que a parte operacional do trabalho é um território dominado pelos empreendedores, mas quando os desafios saem dessa área, surgem as fricções. Finanças, impostos, marketing e jurídico, além de gestão de pessoas, são os campos de atuação em que eles têm menos conhecimento e, justamente por isso, esses assuntos tendem a tirar o sono dos micro, pequenos e médios empresários.




Os contadores, por exemplo, aparecem como importante influência na economia do pequeno negócio. Esses especialistas foram citados na pesquisa como os maiores consultores para a tomada de decisões financeiras, seguidos pelo Sebrae, Google e pelos gerentes de bancos.


O digital e o crescimento

A escalada do universo digital, impulsionada também pela pandemia, fez com que o pequeno empresário pudesse ter acesso a novos recursos para simplificar a vida e elevar suas perspectivas. Para Maurício Martiniano, Head de Soluções de Negócios, Dados & Insights no Google, “diante de um contexto econômico desafiador, as empresas precisam ter a capacidade de se adaptar e, neste momento, o digital se torna protagonista em muitos modelos de negócio.”


Ainda assim, quando falamos em maturidade digital, a pesquisa revela que nem todos estão na mesma página. Enquanto 30% se consideram maduros digitalmente, 24% não se percebem assim e 46% não souberam responder à pergunta.

E para dar um passo rumo à maturidade digital, Martiniano aponta a tecnologia como pilar fundacional na gestão das companhias. “A tecnologia tem impacto direto em eficácia, automatização dos processos, rapidez na tomada de decisão, melhora a interação com os clientes e produz redução de custos.”


"A tecnologia impacta na automatização dos processos, traz rapidez na tomada de decisão, melhora a interação com clientes e produz redução de custos".

– Maurício Martiniano, Head de Soluções de Negócios, Dados & Insights no Google


Há, de fato, uma forte relação entre buscar amadurecer no campo digital e possuir uma gestão arrojada. Por isso, é muito comum que empresas que ainda não se tornaram maduras não tenham uma separação financeira entre as pessoas física e jurídica. Para 33% dos entrevistados, por exemplo, às vezes o dinheiro da empresa e do dono se confundem, enquanto 35% declararam, por sua vez, ser tudo uma coisa só — desses, 47% são imaturos digitais.




O que os empreendedores buscam?


A pesquisa também mostrou o papel das plataformas digitais nas vidas das pequenas empresas. Por exemplo, enquanto o Google é usado como fonte de informação e também para divulgar os negócios, o YouTube é utilizado como espaço para o entretenimento e para o aprendizado. Outras redes sociais, por outro lado, ajudam na conexão com amigos e clientes.

A Busca do Google, em especial, tem um papel importante no processo de crescimento das empresas, unindo conhecimento e aprendizado. Seja antes de empreender, durante a jornada ou quando o plano é se expandir, a plataforma é onde os empreendedores encontram respostas para suas dúvidas.


Falando de dinheiro

Se tocamos no assunto crédito, a busca registrada nos últimos anos foi acelerada: entre 2020 e 2022, a demanda por empréstimos a prazo cresceu 22%. Para o pequeno negócio, o crédito é um ponto crucial, seja no início de sua existência, quando pode necessitar de ajuda para impulsionar as suas operações, seja para financiar necessidades corriqueiras do empreendimento.




O estudo mostrou que 4 a cada 10 empresas tomaram crédito nos últimos dois anos, especialmente aquelas que eram maiores e com mais tempo de vida. Motivações de curto e longo prazo estão entre os principais motivos para isso, com destaque para adquirir capital de giro e investir em melhorias para o negócio.


Um possível inibidor na tomada de crédito está na associação negativa a essa ação, algo que, segundo os entrevistados, eles teriam vergonha de admitir abertamente – como se o fato de necessitar de dinheiro fosse sinal de que algo vai mal com o negócio.

Em relação aos pagamentos, entre os meios mais utilizados estão o pix e os cartões, que são empregados por mais de 97% dos empreendedores.14 E para escolher qual maquininhas adotar, os empresários analisam as taxas cobradas pelas credenciadoras, se têm vínculo com o seu banco e se cobram aluguel.


Um mapa de oportunidades


A pesquisa nos revelou que os serviços financeiros estão na zona de desconforto do pequeno negócio, o que faz, por exemplo, com que a mistura entre finanças das pessoas física e jurídica seja uma barreira para o crescimento sustentável dessas empresas. E, apesar do digital ser fundamental para o surgimento de negócios, ainda há uma falta de maturidade para aproveitar todo seu potencial.


Nesse sentido, há uma oportunidade real de se posicionar como um parceiro da incerteza, que pode ajudar esse público que não tem tempo nem conhecimento para lidar com todas as questões financeiras que atingem o negócio.

Um primeiro passo é disponibilizar crédito e ferramentas de recebimento para que os problemas de curto e longo prazo das MEI e ME possam ser resolvidos. Dessa forma, com produtos e um atendimento que tragam melhor experiência e gestão, o poder do digital na vida dos clientes só tende a aumentar.


Fonte: Google Thinking / Vitor Zenaide

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